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Colheita de milho chega à reta final sem quebras. Desafio é exportar

  • 20/08/2015

A colheita do milho de inverno chega aos 20% finais no Paraná com 93% das lavouras que ainda estão no campo em bom estado, aponta relatório do Departamento de Economia Rural (Deral). As demais áreas estão em estado regular (6%). Apenas 1% é considerado ruim.

Havia risco de as chuvas de semanas anteriores persistirem e prejudicarem as espigas. Mas o tempo melhorou e permitiu avanço das máquinas, deixando a salvo a maior parte do volume deste ciclo.Um ano atrás a colheita estava na mesma proporção e 92% das lavouras eram boas, conforme o Deral.

Sem chuva até domingo no Norte e no Noroeste do estado, a colheita deve seguir bem até domingo. As próximas precipitações na região do milho de inverno do Paraná começam em volumes contrastantes, de 2 (Centro) a 5 milímetros (Noroeste), entre domingo e segunda-feira, conforme a meteorologia. Na região da Cascavel, principal produtora de milho de inverno do Paraná, a colheita está nos 2% finais.

O mercado, com preços 12% acima dos praticados nesta época de 2014, também colabora com a agricultura paranaense. Não à toa, um quarto da produção do ciclo atual já foi comercializado.

25%
das 10,4 milhões de toneladas de milho que estão sendo colhidas no Paraná já foram vendidos. Com a saca a R$ 21 e diante da queda nas cotações internacionais, as vendas estão cerca de 10 pontos porcentuais adiantadas ante 2014.

O Paraná reforça previsão de que a produtividade média da segunda safra do milho será 6% maior que a do mesmo período do ano passado. A cultura atinge seus picos no verão – quando rende mais de 8 mil quilos por hectare –, mas está dando 5,7 mil kg/ha no ciclo de inverno, índice jamais atingido nesta época, aponta o Deral.

Isso faz com que, apesar de a área do inverno ter se estabilizado em 1,9 milhão de hectares, a quantidade final prevista seja de 6% maior, atingindo 11 milhões de toneladas. O volume supera inclusive o da época em que a área plantada passava de 2 milhões de hectares (2011/12 e 2012/13). Perto de 9 milhões de toneladas já foram retirados do campo e cerca de 2,5 milhões de toneladas estão vendidos.

40%
das 20,5 milhões de toneladas de milho colhidas em Mato Grosso foram vendidos. O preço local se sustenta acima de R$ 15 e o mercado considera que Brasil terá mais espaço no mercado internacional para exportar o cereal.

Mato Grosso, por sua vez, encerra nos próximos dias uma de suas mais volumosas colheitas de milho de inverno. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, são 3,4 milhões de hectares e 20,5 milhões de toneladas, a terceira maior marca — 2,5% menor que a de um ano atrás e 9,5% abaixo do recorde de 2013. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) esse volume é recorde.

Mesmo com a fartura no campo, os preços têm se sustentado com base em indicações do mercado internacional. O mercado mato-grossense considera que, apesar de o clima não ter provocado estrago na safra de verão norte-americana, que começa a ser colhida no mês que vem, a valorização do dólar torna o milho dos Estados Unidos menos competitivo. Isso abre espaço às exportações do Brasil, que com a desvalorização do real oferece matéria-prima barata aos importadores. A cotação do milho em Mato Grosso se sustenta acima de R$ 15 por saca.

84 milhões de toneladas
de milho estão sendo produzidas pelo Brasil em 2014/15, conforme a Conab, que estima a colheita de inverno em 54 milhões de toneladas, sete vezes mais que o volume de 2004/05.

O desafio para o Brasil passa a ser exportar um volume próximo de 25 milhões de toneladas. Para isso, precisa mais que dobrar o ritmo dos embarques e lançar no mercado global perto de 4 milhões de toneladas ao mês até janeiro.