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Preço de hortaliças aumenta por conta da chuva

  • 19/01/2018

O excesso de chuvas na região de Ponta Grossa ocasiona uma queda na qualidade e quantidade da produção de hortaliças e com isso, os preços nos estabelecimentos tendem a aumentar. O reflexo dessa situação no mercado se deve ao fato que com a escassez do produto, aumenta o valor e ainda há a redução significativa de movimento comercial em janeiro por ser período de férias, sem contar que serviços como restaurantes acabam por também por serem impactados com a baixa qualidade. “Há pouco produto e ausência de comprador, isso afeta o índice de inflação e os comerciantes ficam de mãos atadas, precisando lidar com criatividade para atrair clientes e estabilizar os preços”, explica a diretora de comércio da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), Milane Barbur.

O agricultor da região, Degmar Delgobo, explica que com um período de chuvas intensas, as hortaliças do tipo folhosas, como alface e rúcula, são as primeiras a serem prejudicadas e ainda há a impossibilidade de plantio, pois com a formação de barro não tem como entrar com equipamentos e nem cultivar novas culturas. “Perde agora com a queda de produtividade e depois em que não vai ter nada plantado para colher, todos estamos perdendo hortaliças”, completa. Delgobo conta que seu trabalho é focado nessa época do ano e a melhor garantia é sua produção em planticultura, em que a plantação possui uma cobertura.

O agricultor da região, Degmar Delgobo, explica que com um período de chuvas intensas, as hortaliças do tipo folhosas, como alface e rúcula, são as primeiras a serem prejudicadas e ainda há a impossibilidade de plantio, pois com a formação de barro não tem como entrar com equipamentos e nem cultivar novas culturas. “Perde agora com a queda de produtividade e depois em que não vai ter nada plantado para colher, todos estamos perdendo hortaliças”, completa. Delgobo conta que seu trabalho é focado nessa época do ano e a melhor garantia é sua produção em planticultura, em que a plantação possui uma cobertura.

A sugestão do engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), Heitor Fiuza Júnior, é de que nesse período haja um cultivo protegido, ou seja, utilização de técnicas que protejam a produtividade, como estufas plásticas. “Geralmente no verão acontece essas chuvas, mas nesse mês de janeiro há uma alta precipitação e com pouco espaço de tempo entre uma chuva e outra, isso faz com que as hortaliças adquiram um aspecto ruim e perca o valor comercial”, descreve.  Ele conta que o grande problema dos produtores é que não conseguem plantar mais hortaliça e assim, posteriormente, afeta na quantidade de produtos ofertados para o consumidor.

Além disso, com um grande volume de água, também aumenta o risco de doenças na plantação. Para ocorrer, são necessários  alguns fatores, como a  planta hospedeira, o patogeno, que pode ser uma bactéria, um fungo ou um vírus, e ambiente favorável. Para diminuir o risco, o conselho é escolher sementes de plantas mais resistentes e assim fazer a pulverização preventiva, sempre com a orientação de um agrônomo. Outra dica é manter o canteiro mais alto para evitar que a água fique empossada e, se for o caso, diminuir a quantidade de esterco ou adubo.

Fonte: Agrolink